"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João. Este veio como testemunha, para que testificasse a respeito da luz, a fim de que todos viessem a crer por intermédio dele. Não era ele a luz, mas veio para que testificasse a respeito da luz. A saber, o Verbo verdadeiro, que ilumina a todo homem que vem ao mundo, estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João testemunha a respeito dele e exclama: Este era aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim tem a primazia, porque já existia antes de mim. Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou."
Reflexão sobre o texto
Este trecho é fundamental para a compreensão cristã por três motivos principais:
A Preexistência: O texto afirma que Jesus não começou a existir quando nasceu em Belém; Ele é eterno, estava com Deus no princípio e, na verdade, Ele é o próprio Deus.
O Criador: Ele é apresentado como o agente através do qual todo o universo foi criado, conectando a figura de Jesus à soberania de Deus sobre a criação.
A Encarnação: O versículo 14 — "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" — é o ponto central da fé cristã. Ele descreve o momento em que o divino assume a fragilidade humana para restaurar a relação entre a humanidade e o Criador, trazendo a graça e a verdade.
Este texto é considerado uma das sínteses mais elevadas da teologia bíblica sobre quem Jesus Cristo é em sua essência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário