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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Jó 6

 ¹ Então Jó respondeu, dizendo:
² Oh! Se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
³ Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas.
⁴ Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
⁵ Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?
⁶ Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
⁷ A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante.
⁸ Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
⁹ E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse!
¹⁰ Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo.
¹¹ Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência?
¹² É porventura a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
¹³ Está em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria?
¹⁴ Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
¹⁵ Meus irmãos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
¹⁶ Que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve,
¹⁷ No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
¹⁸ Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vácuo, e perecem.
¹⁹ Os caminhantes de Tema os veem; os passageiros de Sabá esperam por eles.
²⁰ Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem.
²¹ Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes.
²² Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens?
²³ Ou livrai-me das mãos do opressor? Ou redimi-me das mãos dos tiranos?
²⁴ Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.
²⁵ Oh! Quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa repreensão?
²⁶ Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
²⁷ Mas antes lançais sortes sobre o órfão; e cavais uma cova para o amigo.
²⁸ Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
²⁹ Voltai, pois, não haja iniquidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justiça aparecerá nisso.
³⁰ Há porventura iniquidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas?

Jó 6:1-30

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