Salmo 95

 

  1. Vinde, cantemos ao Senhor; jubilemos à rocha da nossa salvação.

  2. Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos.

  3. Porque o Senhor é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses.

  4. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas.

  5. Seu é o mar, pois ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca.

  6. Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.

  7. Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:

  8. Não endureçais os vossos corações, como em Meribá e como no dia de Massá no deserto;

  9. Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra.

  10. Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos.

  11. Portanto jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.


Reflexão: Jesus, o Bom Pastor e o Descanso

O Salmo 95 se conecta profundamente com o ministério de Jesus em dois pontos principais:

  • As Ovelhas da Sua Mão: O salmista declara que somos "povo do seu pasto". Jesus assume essa identidade plenamente ao dizer: "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem" (João 10:14). Ele não é apenas um Deus distante, mas o guia que cuida e protege pessoalmente cada um de nós.

  • O Convite ao Descanso: O final do Salmo adverte sobre a incredulidade que impede a entrada no "repouso" de Deus. Jesus apresenta-se como a porta para esse descanso. Enquanto o povo no deserto endureceu o coração, Jesus nos convida à mansidão. Ele é o cumprimento da promessa: em Cristo, encontramos o descanso que o ritual e a lei sozinhos não podiam dar.

A mensagem de Jesus aqui é clara: Adorar não é apenas cantar, é ouvir e obedecer. O louvor abre a porta, mas a docilidade de coração nos faz entrar no descanso eterno.

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