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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

SALMO 38

 O Salmo 38 é um desabafo pesado de Davi. Ele reconhece seus erros, sente o peso da dor física, emocional e espiritual, e clama a Deus por socorro imediato. É um salmo de arrependimento, de consciência profunda das consequências dos próprios atos e, ao mesmo tempo, de confiança total no Senhor.

A mensagem é simples: mesmo quando a culpa aperta, quando o corpo sente, quando amigos se afastam e inimigos se aproximam, Deus continua sendo o único refúgio seguro. Davi não tenta se justificar — ele assume, se humilha e pede ajuda. Isso mostra que o caminho da restauração sempre começa com verdade e humildade.


SALMO 38 (completo)

1 — Ó Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
2 — Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e sobre mim a tua mão pesou.
3 — Não há saúde na minha carne por causa da tua indignação; nem paz nos meus ossos por causa do meu pecado.
4 — Pois as minhas iniquidades ultrapassaram a minha cabeça; como carga pesada, são demais para suportar.
5 — As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas por causa da minha loucura.
6 — Estou encurvado e muito abatido; ando lamentando o dia todo.
7 — Pois os meus lombos estão cheios de ardor, e não há saúde na minha carne.
8 — Estou fraco e muito quebrantado; dou gemidos por causa do desassossego do meu coração.
9 — Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto.
10 — O meu coração palpita, a minha força me falta; até a luz dos meus olhos já não está comigo.
11 — Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga; os meus parentes ficam longe.
12 — Também os que procuram a minha vida me armam laços; e os que me procuram o mal falam coisas perversas e imaginam enganos o dia todo.
13 — Mas eu, como surdo, não ouço; e sou como mudo, que não abre a boca.
14 — Assim me fiz como homem que não ouve e em cuja boca não há repreensões.
15 — Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, responderás.
16 — Pois eu disse: Ouve-me, para que eles não se alegrem sobre mim, quando escorrega o meu pé, e se engrandeçam contra mim.
17 — Porque estou prestes a tropeçar, e a minha dor está sempre diante de mim.
18 — Porque confessarei a minha iniquidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.
19 — Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes; e os que sem causa me odeiam se multiplicam.
20 — Os que pagam o bem com o mal são meus adversários, porquanto sigo o que é bom.
21 — Não me desampares, Senhor; meu Deus, não te distancies de mim.
22 — Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.

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