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terça-feira, 5 de maio de 2026

Provérbios 27

 ¹ Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que o dia trará.
² Que um outro te louve, e não a tua própria boca; o estranho, e não os teus lábios.
³ A pedra é pesada, e a areia é espessa; porém a ira do insensato é mais pesada que ambas.
⁴ O furor é cruel e a ira impetuosa, mas quem poderá enfrentar a inveja?
⁵ Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
⁶ Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos.
⁷ A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce.
⁸ Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe da sua morada.
⁹ O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial.
¹⁰ Não deixes o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade; melhor é o vizinho perto do que o irmão longe.
¹¹ Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que tenha alguma coisa que responder àquele que me desprezar.
¹² O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.
¹³ Quando alguém fica por fiador do estranho, toma-lhe até a sua roupa, e por penhor àquele que se obriga pela mulher estranha.
¹⁴ O que, pela manhã de madrugada, abençoa o seu amigo em alta voz, lho será imputado por maldição.
¹⁵ O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes;
¹⁶ Tentar moderá-la será como deter o vento, ou como conter o óleo dentro da sua mão direita.
¹⁷ Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.
¹⁸ O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para o seu senhor será honrado.
¹⁹ Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.
²⁰ Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem.
²¹ Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores.
²² Ainda que repreendas o tolo como quem bate o trigo com a mão de gral entre grãos pilados, não se apartará dele a sua estultícia.
²³ Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos,
²⁴ Porque o tesouro não dura para sempre; e durará a coroa de geração em geração?
²⁵ Quando brotar a erva, e aparecerem os renovos, e se juntarem as ervas dos montes,
²⁶ Então os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo;
²⁷ E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas servas.

Provérbios 27:1-27

Provérbios 26

 ¹ Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não fica bem para o tolo a honra.
² Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá.
³ O açoite é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara é para as costas dos tolos.
⁴ Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele.
⁵ Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.
⁶ Os pés corta, e o dano sorve, aquele que manda mensagem pela mão de um tolo.
⁷ Como as pernas do coxo, que pendem flácidas, assim é o provérbio na boca dos tolos.
⁸ Como o que arma a funda com pedra preciosa, assim é aquele que concede honra ao tolo.
⁹ Como o espinho que entra na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
¹⁰ O Poderoso, que formou todas as coisas, paga ao tolo, e recompensa ao transgressor.
¹¹ Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia.
¹² Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele.
¹³ Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
¹⁴ Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama.
¹⁵ O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca.
¹⁶ Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem.
¹⁷ O que, passando, se põe em questão alheia, é como aquele que pega um cão pelas orelhas.
¹⁸ Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades,
¹⁹ Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.
²⁰ Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda.
²¹ Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
²² As palavras do intrigante são como feridas; elas descem ao mais íntimo do ventre.
²³ Como o caco de vaso coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno.
²⁴ Aquele que odeia dissimula com seus lábios, mas no seu íntimo encobre o engano;
²⁵ Quando te suplicar com voz suave não te fies nele, porque abriga sete abominações no seu coração,
²⁶ Cujo ódio se encobre com engano, a sua maldade será exposta perante a congregação.
²⁷ O que cava uma cova cairá nela; e o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele.
²⁸ A língua falsa odeia aos que ela fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.

Provérbios 26:1-28

Provérbios 25

 ¹ Também estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
² A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las.
³ Os céus, pela altura, e a terra, pela profundidade, assim o coração dos reis é insondável.
⁴ Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor;
⁵ Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.
⁶ Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;
⁷ Porque melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do príncipe que os teus olhos já viram.
⁸ Não te precipites em litigar, para que depois, ao fim, fiques sem ação, quando teu próximo te puser em apuros.
⁹ Pleiteia a tua causa com o teu próximo, e não reveles o segredo a outro,
¹⁰ Para que não te desonre o que o ouvir, e a tua infâmia não se aparte de ti.
¹¹ Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
¹² Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
¹³ Como o frio da neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque refresca a alma dos seus senhores.
¹⁴ Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.
¹⁵ Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda amolece até os ossos.
¹⁶ Achaste mel? Come só o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.
¹⁷ Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.
¹⁸ Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo.
¹⁹ Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
²⁰ O que canta canções para o coração aflito é como aquele que despe a roupa num dia de frio, ou como o vinagre sobre salitre.
²¹ Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber;
²² Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá.
²³ O vento norte afugenta a chuva, e a face irada, a língua fingida.
²⁴ Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla.
²⁵ Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante.
²⁶ Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio.
²⁷ Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória.
²⁸ Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.

Provérbios 25:1-28

Provérbios 24

 ¹ Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles.
² Porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam a malícia.
³ Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece;
⁴ E pelo conhecimento se encherão as câmaras com todos os bens preciosos e agradáveis.
⁵ O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força.
⁶ Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.
⁷ A sabedoria é demasiadamente alta para o tolo, na porta não abrirá a sua boca.
⁸ Àquele que cuida em fazer mal, chamá-lo-ão de pessoa danosa.
⁹ O pensamento do tolo é pecado, e abominável aos homens é o escarnecedor.
¹⁰ Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.
¹¹ Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança;
¹² Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?
¹³ Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar.
¹⁴ Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança.
¹⁵ Não armes ciladas contra a habitação do justo, ó ímpio, nem assoles o seu lugar de repouso,
¹⁶ Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.
¹⁷ Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
¹⁸ Para que, vendo-o o Senhor, seja isso mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira.
¹⁹ Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios,
²⁰ Porque o homem maligno não terá galardão, e a lâmpada dos ímpios se apagará.
²¹ Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te ponhas com os que buscam mudanças,
²² Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?
²³ Também estes são provérbios dos sábios: Ter respeito a pessoas no julgamento não é bom.
²⁴ O que disser ao ímpio: Justo és, os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão.
²⁵ Mas para os que o repreenderem haverá delícias, e sobre eles virá a bênção do bem.
²⁶ Beijados serão os lábios do que responde com palavras retas.
²⁷ Prepara de fora a tua obra, e prepara-a no campo, e então edifica a tua casa.
²⁸ Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios.
²⁹ Não digas: Como ele me fez a mim, assim o farei eu a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.
³⁰ Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento,
³¹ Eis que estava toda cheia de cardos, e a sua superfície coberta de urtiga, e o seu muro de pedras estava derrubado.
³² O que eu tenho visto, o guardarei no coração, e vendo-o recebi instrução.
³³ Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir,
³⁴ Assim te sobrevirá a tua pobreza como um vagabundo, e a tua necessidade como um homem armado.

Provérbios 24:1-34

Provérbios 23

 ¹ Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que é posto diante de ti,
² E se és homem de grande apetite, põe uma faca à tua garganta.
³ Não cobices as suas iguarias porque são comidas enganosas.
⁴ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria.
⁵ Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? Porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.
⁶ Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas.
⁷ Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo.
⁸ Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.
⁹ Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
¹⁰ Não removas os limites antigos nem entres nos campos dos órfãos,
¹¹ Porque o seu redentor é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti.
¹² Aplica o teu coração à instrução e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
¹³ Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
¹⁴ Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.
¹⁵ Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio.
¹⁶ E exultarão as minhas entranhas, quando os teus lábios falarem coisas retas.
¹⁷ O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do Senhor todo dia.
¹⁸ Porque certamente acabará bem; não será malograda a tua esperança.
¹⁹ Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração.
²⁰ Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.
²¹ Porque o beberrão e o comilão acabarão na pobreza; e a sonolência os faz vestir-se de trapos.
²² Ouve teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe, quando vier a envelhecer.
²³ Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, a instrução e o entendimento.
²⁴ Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele.
²⁵ Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou.
²⁶ Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.
²⁷ Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha.
²⁸ Pois ela, como um salteador, se põe à espreita, e multiplica entre os homens os iníquos.
²⁹ Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
³⁰ Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.
³¹ Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
³² No fim, picará como a cobra, e como a víbora morderá.
³³ Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.
³⁴ E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro.
³⁵ E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? Aí então beberei outra vez.

Provérbios 23:1-35

Provérbios 22

 ¹ Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.
² O rico e o pobre se encontram; a todos o Senhor os fez.
³ O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando.
⁴ O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida.
⁵ Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele.
⁶ Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
⁷ O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta.
⁸ O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto.
⁹ O que vê com bons olhos será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.
¹⁰ Lança fora o escarnecedor, e se irá a contenda; e acabará a questão e a vergonha.
¹¹ O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei.
¹² Os olhos do Senhor conservam o conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.
¹³ Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.
¹⁴ Cova profunda é a boca das mulheres estranhas; aquele contra quem o Senhor se irar, cairá nela.
¹⁵ A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.
¹⁶ O que oprime ao pobre para se engrandecer a si mesmo, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá.
¹⁷ Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.
¹⁸ Porque te será agradável se as guardares no teu íntimo, se aplicares todas elas aos teus lábios.
¹⁹ Para que a tua confiança esteja no Senhor, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo.
²⁰ Porventura não te escrevi excelentes coisas, acerca de todo conselho e conhecimento,
²¹ Para fazer-te saber a certeza das palavras da verdade, e assim possas responder palavras de verdade aos que te consultarem?
²² Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem atropeles na porta o aflito;
²³ Porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida.
²⁴ Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico,
²⁵ Para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.
²⁶ Não estejas entre os que se comprometem, e entre os que ficam por fiadores de dívidas,
²⁷ Pois se não tens com que pagar, deixarias que te tirassem até a tua cama de debaixo de ti?
²⁸ Não removas os antigos limites que teus pais fizeram.
²⁹ Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior.

Provérbios 22:1-29

Provérbios 21

 ¹ Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor, que o inclina a todo o seu querer.
² Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações.
³ Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício.
⁴ Os olhos altivos, o coração orgulhoso e a lavoura dos ímpios é pecado.
⁵ Os pensamentos do diligente tendem só para a abundância, porém os de todo apressado, tão somente para a pobreza.
⁶ Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte.
⁷ As rapinas dos ímpios os destruirão, porquanto se recusam a fazer justiça.
⁸ O caminho do homem é todo perverso e estranho, porém a obra do homem puro é reta.
⁹ É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta.
¹⁰ A alma do ímpio deseja o mal; o seu próximo não agrada aos seus olhos.
¹¹ Quando o escarnecedor é castigado, o simples torna-se sábio; e o sábio quando é instruído recebe o conhecimento.
¹² O justo considera com prudência a casa do ímpio; mas Deus destrói os ímpios por causa dos seus males.
¹³ O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido.
¹⁴ O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação.
¹⁵ O fazer justiça é alegria para o justo, mas destruição para os que praticam a iniquidade.
¹⁶ O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará.
¹⁷ O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.
¹⁸ O resgate do justo é o ímpio; o do honrado é o perverso.
¹⁹ É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça.
²⁰ Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os esgota.
²¹ O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honra.
²² O sábio escala a cidade do poderoso e derruba a força da sua confiança.
²³ O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.
²⁴ O soberbo e presumido, zombador é o seu nome, trata com indignação e soberba.
²⁵ O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
²⁶ O cobiçoso cobiça o dia todo, mas o justo dá, e nada retém.
²⁷ O sacrifício dos ímpios já é abominação; quanto mais oferecendo-o com má intenção!
²⁸ A falsa testemunha perecerá, porém o homem que dá ouvidos falará sempre.
²⁹ O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto considera o seu caminho.
³⁰ Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor.
³¹ Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do Senhor vem a vitória.

Provérbios 21:1-31

2 Samuel 24

 ¹ E a ira do Senhor se tornou a acender contra Israel; e incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá. ² Disse, pois,...